A turma do Cinqüenta , feras e ladrões enfrenta.
(Poema de Cordel, de autoria de Jorge Antunes, alusivo às eleições no DF em 2006)
Muita coisa não vai bem
no Distrito Federal.
Bom mesmo, não tem ninguém
na Assembléia Distrital.
O pessoal que está lá
vive batendo no peito,
faz pose de coisa-má,
faz lei a torto e a direito.
Mas cada lei não agrada
porque nada é legal:
de lá só sai lei errada,
tudo inconstitucional.
JORGE ANTUNES é o homem,
bom maestro, bem batuta.
Não se esqueça desse nome.
Ele é sempre bom na luta.
Suas brigas, bem famosas,
com os donos do poder,
deram vitórias honrosas,
botaram gente a tremer.
Fez orquestra de buzinas,
Sinfonia das Diretas
que enfrentou muitas botinas,
armas e tropas completas.
Já disseram os milicos:
"-Esse homem! Quem atura?
Os pobres vão ficar ricos
se avançarem na Cultura."
Se nossas queixas são tantas,
dê seu voto sem temor:
senador, Rodrigo Dantas;
Toninho, governador.
Por falar em governar,
como é que vai o transporte?
O preço está de amargar,
tá pela hora da morte.
E então, por falar em morte,
Cadê o bem e o conforto?
Pobre tá sempre sem sorte,
nem tem onde cair morto.
Pra acabar com lero-lero,
tirando os podres de cena
só teclando o cinco e o zero,
votando Heloisa Helena.
Por falar em cinco e zero
número da presidenta,
lembre do Antunes sincero:
cinqüenta, zero, cinqüenta.