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Currículo político
Jorge Antunes
1942 - Nasce no Rio de Janeiro, no bairro proletário de Santo Cristo.
1952 - Ingressa no Colégio Pedro II, Externato, onde se inicia na política estudantil. Aos 12 anos de idade lidera os famosos piquestes que paralizam os bondes, na luta contra os aumentos de passagens. Aos 15 anos é eleito diretor do grêmio dos estudantes do colégio padrão.
1958 - Ingressa na Escola de Música da Universidade do Brasil (atual UFRJ).
1961 - Começa a fazer música eletrônica, destacando-se como precursor desse gênero musical no Brasil.
1962 - Ingressa no Curso de Física da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi). Participa do Comando da famosa Greve do Um Terço e da criação do CPC (Centro Popular de Cultura).
1963 - Participa da organização de uma célula do PCB na Faculdade (FNFi). É eleito presidente do Diretório Acadêmico da Escola de Música.
1964 - Lidera a greve dos estudantes de música da Universidade, contra a Lei Suplicy.
1968 - Na decretação do AI-5 é demitido do Instituto Villa-Lobos. Viaja para o exterior, onde permanecerá em auto-exílio durante 5 anos. Realiza estudos pós-graduados na Argentina, na Holanda e na França.
1973 - em junho ingressa como professor na Universidade de Brasília, vindo de Paris.
1977 - começa a participar intensamente da militância cultural do DF.
1978 - funda o MC2 (Movimento Candango de Música Contemporânea). Luta pelos jornais e em manifestações públicas, pela inclusão de música brasileira nos programas da Fundação Cultural. A luta acaba vitoriosa. A orquestra e os grupos musicais passam a ser obrigados a incluir pelo menos uma música brasileira em seus programas de concerto. O então diretor da Fundação Cultural, Dr. Ruy Pereira da Silva, dá apoio às reivindicações do grupo liderado por Antunes.
1981/83 - é eleito presidente da Ordem dos Músicos do Brasil / Conselho Regional do Distrito Federal, ganhando a primeira eleição realizada na entidade após a intervenção iniciada em 1968.
Na Ordem dos Músicos, ainda em tempos de regime militar, organizou o REIVINDICA-SOM, o primeiro showmício feito no DF. Inventava-se e utilizava-se pela vez a palavra "showmício". O evento foi realizado na Praça do Povo, no Setor Comercial Sul. Sob sua liderança a classe musical do DF reivindicava 50% de música ao vivo nas casas de espetáculo e reivindicava também a ISENÇÃO DO ISS para os músicos do DF. O então governador José Ornellas, atendeu parte das reivindicações.
Antunes, na sua segunda gestão na OMB, promoveu o I Candangão (Festival Cantares de Brasília), um Festival competitivo abrindo espaço para a canção popular e a canção erudita, colocando as duas manifestações simultaneamente no mesmo palco, em iniciativa inédita no mundo. Organizou e publicou o GUIA MUSICAL DO DF, um livro com os nomes e endereços de todos os músicos e grupos musicais do DF, para distribuição gratuita. Foi uma tiragem de 10.000 exemplares. A iniciativa aumentou enormemente o trabalho para os músicos.
1984 - participa intensamente do Comitê supra-partidário da Campanha das Diretas e faz a memorável SINFONIA DAS DIRETAS, com músicos locais e uma orquestra de 350 automóveis tocando buzinas.
1985 - é lançado candidato nas primeiras eleições diretas para a Reitoria da Universidade de Brasília.
1987 - com o apoio da administração da UnB, Antunes propõe, durante a Constituinte, a mudança do Hino Nacional e promove na Universidade um concurso de âmbito nacional para escolha de um novo hino. A promoção provoca enorme polêmica nacional e dá lugar a importante discussão e reflexão nacional sobre a questão. Ainda hoje o tema está em pauta, com a sociedade e os meios de comunicação sempre voltando à discussão sobre a dificuldade que o povo tem frente à letra complexa do Hino Nacional em vigor.
1988 - funda, liderando um grupo de ecologistas, a SABIO (Sociedade Amigos da Biosfera).
1989 - foi um dos organizadores do I Seminário de Cultura do DF, sendo eleito representante da comunidade no futuro Conselho de Cultura.
Antunes é lançado candidato à Assembléia Distrital pelo PT, com o apoio dos músicos do DF, dos Núcleos de Cultura e Ecologia do PT e da comunidade cultural do DF.
1990 - escreve e publica artigos nos jornais e organiza manifestações para que se instale o Conselho de Cultura. Instalado o Conselho de Cultura, toma posse e desempenha um papel de verdadeiro representante da comunidade no Conselho em seu mandato de dois anos, até 1992.
1991- Funda, liderando um movimento que congregou 85 artistas do DF, a COOPERARTE (Cooperativa Mista de Artistas e Técnicos do Distrito Federal), sendo eleito seu primeiro presidente.
1992 - foi, como membro efetivo do Conselho de Cultura do DF, um dos redatores da Lei de Incentivos Fiscais e da regulamentação do FAAC (Fundo de Apoio à Arte e à Cultura).
1994 - organiza o I Encontro de Música Eletroacústica, de caráter nacional, e é um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica, sendo eleito seu primeiro presidente. É eleito membro efetivo da Academia Brasileira de Música, ocupante vitalício da cadeira nº 22.
1997 - organiza o II Encontro de Música Eletroacústica, de caráter internacional. Termina a composição de sua ópera OLGA, baseda na vida de Olga Benario
1999 - apresenta sua obra musical CANTATA DOS DEZ POVOS, homenageando os povos de língua portuguesa.
2000 - apresenta sua obra musical SINFONIA EM CINCO MOVIMENTOS. Antunes integra na obra, em seu final apoteótico, o Hino à Cidadania Brasiliense, o hino nacional alternativo com letra de Reynaldo Jardim.
2002 - é condecorado pelo governo francês como Chevalier des Arts et des Lettres. Sua biografia é publicada pela editora Sistrum: livro de Gerson Valle intitulado "Jorge Antunes, uma trajetória de arte e política".
2003-2005 - Participa dos movimentos populares liderando grupos de músicos e compondo canções e músicas engajadas: contra as contra-reformas do governo Lula; contra a invasão do Iraque; pela paridade e democracia na Universidade. Em 2005 filiou-se ao PSOL, onde criou o Núcleo de Cultura e liderou ações e seminários de organização da classe artística do DF.
2006 - Cria o Coro do Povo, com a proposta de estetizar ações políticas diretas nas ruas: escreve obras corais contra a corrupção do governo Lula; pela cassação dos deputados corruptos; pelo passe-livre para estudantes; pela preservação do meio ambiente e das florestas. Em 2006 foi lançado pelo PSOL-DF como candidato a Deputado Distrital, recebendo a terceira maior votação entre as candidaturas do PSOL para a Câmara Legislativa. No mesmo ano tem sua ópera OLGA, baseada na vida de Olga Benario, estreada no Theatro Muncipal de São Paulo.
2007 - Atraído pela ideologia do internacionalismo e da organização mundial das esquerdas, ingressou no Movimento Esquerda Socialista, corrente do PSOL que tem como uma das figuras públicas a Deputada Luciana Genro. No mesmo ano Antunes participou, como delegado titular do DF, do Primeiro Congresso do PSOL, no Rio de Janeiro.
2008-2009 – Atua intensamente nos movimentos culturais de Brasília. Em 2008 é lançado candidato a reitor da Universidade de Brasília, tendo como base maior de apoio a massa estudantil e setores de esquerda do corpo docente.
2010 – Compõe o Auto do Pesadelo de Dom Bosco, ópera de rua com participação 60 artistas, em que denuncia a corrupção do governo Arruda e sua camarilha instalada na Câmara Legislativa. A ópera é apresentada com enorme sucesso nas ruas e praças de Brasília. Também neste mesmo ano atua e lidera movimentos de rua defendendo a intervenção da União no DF.
Outras informações: Reconhecido nacional e internacionalmente como um dos mais importantes compositores brasileiros após Villa Lobos; precursor, em 1961, da Música Eletrônica no Brasil; Doutor em Estética Musical pela Sorbonne; Professor Titular da UnB; Membro titular (imortal) da Academia Brasileira de Música; Fundador e primeiro Presidente da SABIO (Sociedade Amigos da Biosfera); atualmente é Presidente da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica e Pesquisador 1 do CNPq.
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